A atual direita brasileira nasceu em meados do ano de 2017. Tal ideologia política ganhou repercussão nacional, com as diversas manifestações de rua e nas redes sociais organizadas por grupos populares.
Esta direita vinda do povo deu apoio eleitoral a Jair Messias Bolsonaro, para sua eleição em 2018 e durante todo o seu governo, que se findou no final de 2022.
Com o fim do governo Bolsonaro, e o início do Governo Luís Inácio Lula da Silva, eleito em 2022 e empossado em 1º de janeiro de 2023, a direita vinda do povo ficou alguns momentos sem orientação política, pois, Bolsonaro deixou o país rumo aos EUA no final de 2022 retornando no primeiro trimestre de 2023.
Neste período, Bolsonaro não se comunicou e coordenou o movimento de direita, que o elegeu e o apoiou durante todo o seu governo.
Atualmente, outras personalidades políticas tentam conquistar a direita, que em sua maioria são eleitores de Bolsonaro, com o objetivo de usar este eleitorado para chegar ao poder.
Esta direita vinda dos movimentos de rua, sem políticos e sem partidos políticos devem aceitar o “cabresto” de uma personalidade política?
As personalidades políticas estão preocupadas com a ideologia política de direita vinda da sociedade ou querem apenas atingir os seus próprios objetivos ideológicos e políticos?
Dentre as personalidades políticas interessadas em cooptar a direita, o que mais a atenção é o ego político ao se colocarem como donos deste movimento e de seus eleitores.
Neste momento surge mais uma personalidade política, que pretende se declarar dono da direita nascida fora da classe política. Ronaldo Caiado, o Governador do Estado de Goiás pretende cooptar estes eleitores, para vencer as eleições à Presidência da República em 2026.
Pelo que estamos vendo, até 2026 muitos outros nomes políticos vão surgir com o mesmo objetivo, de se declarar dono do eleitorado da direita, provavelmente, sem compromisso com a sua ideologia e suas pautas.
Mas a pergunta que deve ser feita é a seguinte: um movimento nascido nas ruas e organizado pelo povo deve ter como seu dono uma personalidade política?

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