OPINIÃO | A cela como hospital: Por que a Justiça nega a Bolsonaro o direito garantido a Maluf e Picciani?

A Procuradoria-Geral da República sugere instalar barras de apoio e campainhas em uma cela da Papuda em vez de conceder prisão domiciliar a um homem de 70 anos com sete doenças crônicas. O que isso revela sobre a isonomia do nosso sistema penal?

Por Ricardo Vilas Boas Soares

A recente manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinada por Paulo Gonet, contra a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, levanta um questionamento inevitável sobre a balança da Justiça brasileira.

Custodiado no 19º Batalhão da PM, no Complexo da Papuda, Bolsonaro teve seu pedido negado sob a justificativa de que suas sete doenças crônicas — que incluem apneia severa, aterosclerose sistêmica, hipertensão e obesidade clínica — estão “controladas”.

A solução proposta pela perícia da Polícia Federal, e prontamente endossada pela PGR, beira o surrealismo estrutural. Em vez da prisão domiciliar para um idoso com saúde frágil, recomendou-se a instalação de grades de apoio, campainhas de emergência e monitoramento em tempo real dentro do alojamento prisional.

O Estado brasileiro, ao que parece, prefere improvisar uma clínica geriátrica dentro do cárcere a conceder um direito historicamente garantido a figuras políticas em situação semelhante.

Para entender a gravidade dessa decisão, é preciso puxar o arquivo recente do próprio Supremo Tribunal Federal. A memória jurídica de um país não pode ser seletiva.

Lembremos do caso de Paulo Maluf. Em 2018, o ministro Dias Toffoli concedeu prisão domiciliar ao ex-deputado, justificando a medida exatamente pela sua idade avançada e saúde fragilizada. O mesmo ocorreu com o ex-deputado Jorge Picciani, que obteve prisão domiciliar humanitária referendada pela 2ª Turma do STF, sob o pilar inegociável do respeito à dignidade humana. Outros nomes da política nacional também experimentaram a flexibilização do regime fechado quando a saúde se tornou um fator de risco iminente.

Por que a régua muda agora? Quando a Justiça decide que um idoso com múltiplas comorbidades graves deve permanecer preso mediante “adaptações estruturais” na cela, ela abre um precedente perigoso sobre o que o Brasil considera, de fato, tratamento adequado e humanitário.

Essa crítica não se sustenta apenas na comparação política, mas na letra fria da lei.

No âmbito nacional, o Artigo 318, inciso II, do Código de Processo Penal (CPP) autoriza de forma clara a substituição da prisão preventiva ou provisória por domiciliar quando o agente está “extremamente debilitado por motivo de doença grave”. Embora o inciso I cite maiores de 80 anos, a jurisprudência consolidada dos tribunais superiores frequentemente harmoniza a idade avançada com o quadro clínico para garantir a integridade física do apenado.

No cenário internacional, a negativa esbarra violentamente em tratados dos quais o Brasil é signatário. O Pacto de São José da Costa Rica, em seu Artigo 5º, consagra o direito à integridade pessoal, proibindo penas cruéis, desumanas ou degradantes. Exigir reformas físicas em uma prisão para manter um idoso doente vivo flerta perigosamente com a degradação humana.

Além disso, as Regras de Mandela da ONU, que estabelecem diretrizes mínimas para o tratamento de reclusos, determinam que o Estado deve assegurar assistência médica adequada. A “adaptação” de uma cela com uma campainha de emergência não substitui a estrutura de home care ou o ambiente adequado que a idade e o acúmulo de doenças exigem.

A Justiça deve ser cega, mas jamais insensível aos seus próprios precedentes. A manifestação da PGR no caso Bolsonaro não é apenas uma decisão isolada sobre um ex-presidente. É um recado claro sobre como o sistema penal brasileiro pode ser elástico para uns e implacável para outros.

Quando a lei se curva ao réu em vez de se aplicar ao fato, o Estado de Direito adoece junto com o prisioneiro.


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A Morte da Narrativa: Bolsonaro é inocente! O Arquivamento que a História (e a CPI da Pandemia) Tentou Esconder

Por Ricardo Soares | Análise Política & Jurídica

Durante meses, o Brasil foi refém de uma única palavra, repetida à exaustão em horário nobre, impressa em letras garrafais e gritada nos corredores do Congresso Nacional: Genocida.

Hoje, essa palavra não ecoa mais nos tribunais. Ela morreu no papel frio e técnico de uma decisão do Ministério Público Federal (MPF).

A recente notícia da CNN Brasil, informando o arquivamento do pedido de investigação contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro por sua conduta na pandemia, não é apenas uma nota de rodapé jurídica. É o atestado de óbito de uma das maiores campanhas de assassinato de reputação da história política brasileira.

O Fato Jurídico vs. A Ficção Política

O MPF foi claro: não há justa causa. Não há materialidade. O que houve, segundo a decisão técnica, foi uma gestão de crise em um cenário de incerteza global, onde decisões difíceis foram tomadas.

Mas o que a CPI da Pandemia vendeu ao Brasil foi um roteiro de cinema, onde havia um vilão deliberado que, supostamente, recusava vacinas por prazer sádico. A realidade, agora chancelada pelo MPF, mostra outro cenário: o Brasil vacinou. O Brasil comprou. O Brasil agiu.

A acusação de “atraso proposital” na compra de vacinas sempre esbarrou na lógica elementar de mercado e regulação sanitária da época. Transformar cautela administrativa e soberania nacional em “genocídio” foi um salto lógico que serviu a palanques, mas não se sustentou nos autos.

A Banalização do Mal

A crítica jornalística aqui se faz necessária e urgente: ao banalizar o termo “genocídio” para atacar um adversário político, a oposição e parte da imprensa cometeram um erro histórico.

Genocídio é o extermínio deliberado de um povo. Aplicar isso a um gestor que, goste-se ou não, manteve a economia girando e distribuiu o Auxílio Emergencial que salvou milhões da fome, não foi apenas um exagero retórico. Foi uma desonestidade intelectual.

O arquivamento do MPF expõe a fragilidade das “provas” apresentadas com tanta pompa pelos senadores da CPI. Onde estão os crimes de prevaricação? Onde está o dolo de morte? O MPF procurou. E, tecnicamente, não encontrou.

O Custo da Mentira

Quem pagará a conta da instabilidade gerada? Quem devolverá a honra atacada diariamente em manchetes que agora se provam, no mínimo, precipitadas?

A decisão do MPF não apaga a tragédia das vidas perdidas pelo vírus — uma dor real e global. Mas ela separa a tragédia biológica da farsa política.

Jair Bolsonaro foi julgado e condenado pelo tribunal da opinião pública muito antes de qualquer juiz togar a caneta. Agora, quando a caneta técnica finalmente fala, ela diz o que muitos não queriam ouvir: não houve crime.

O que houve foi política. E na política, a verdade às vezes tarda, mas o arquivo do MPF é implacável. A narrativa do “genocida” não sobreviveu ao teste da realidade jurídica. Resta saber se os acusadores terão a hombridade de noticiar sua inocência com o mesmo estardalhaço com que gritaram sua culpa.

O “Plano A” Oculto: Por que Flávio Bolsonaro pode ser a única peça capaz de xeque-mate em 2026

Por Ricardo Soares | Análise Política

Durante meses, o mercado político e o eleitorado conservador debateram quem herdaria o espólio eleitoral de Jair Bolsonaro. A resposta parecia óbvia: o carisma de Michelle ou a gestão técnica de Tarcísio de Freitas. Mas, no xadrez de 2026, uma peça se moveu silenciosamente para o centro do tabuleiro.

Dados recentes de fevereiro de 2026 revelam uma virada de chave estratégica: Flávio Bolsonaro não é mais apenas o articulador; ele se tornou o viabilizador.

A Revelação dos Dados: Potencial vs. Realidade

A narrativa mudou drasticamente após análises recentes de institutos de pesquisa, como a AtlasIntel, indicarem um fenômeno curioso: Flávio Bolsonaro possui um teto de crescimento potencialmente maior que o de Tarcísio de Freitas.

Enquanto Tarcísio enfrenta a resistência de ser um “estranho no ninho” do bolsonarismo raiz — visto por muitos como técnico demais e pouco ideológico —, Flávio carrega o DNA (literal e político) que mobiliza a base fiel. Ele opera na frequência emocional que o eleitorado de direita exige, algo que o governador de São Paulo, por vezes, falha em entregar.

A “Herança Digital” e a Máquina de Guerra

O fator decisivo, porém, não está nos gabinetes de Brasília, mas nas telas dos celulares. Relatórios de monitoramento digital mostram que Flávio assumiu, de fato, a “herança” das redes sociais do pai.

Ao contrário de outros postulantes, Flávio já possui a linguagem, o algoritmo e a audiência cautiva. Ele não precisa construir uma base; ele precisa apenas ativá-la. Em uma eleição onde a guerra de narrativas será travada no TikTok e no WhatsApp, começar com esse exército digital é uma vantagem competitiva que nenhum tempo de TV pode comprar.

O Desafio do Discurso: A Navalha de Dois Gumes

Apesar da ascensão, a estrada para o Planalto não está livre de obstáculos. O principal desafio de Flávio é o que analistas chamam de “ajuste de calibrem”.

Para vencer em 2026, ele precisa realizar um movimento pendular complexo:

  1. Manter a Base Radical: Continuar sendo o “01”, o filho leal e defensor dos valores conservadores.
  2. Conquistar o Centro: Moderar o tom para reduzir a rejeição que o sobrenome “Bolsonaro” carrega junto ao eleitorado moderado e feminino.

É aqui que mora o perigo. Se ele for “Bolsonaro demais”, perde o centro. Se for “moderado demais”, perde a base para figuras mais histriônicas.

Veredito: As Chances Reais

As chances de Flávio Bolsonaro não são apenas teóricas; são matemáticas e políticas. Com Jair Bolsonaro inelegível, Flávio se posiciona como o único capaz de unificar o Partido Liberal (PL) sem riscos de traição ideológica.

Se Tarcísio optar pela reeleição em São Paulo — um caminho mais seguro e provável —, o caminho fica aberto. Flávio Bolsonaro deixa de ser o “filho do presidente” para se tornar o candidato da revanche. E em uma eleição polarizada, nada move mais votos do que o sentimento de vingança política.

A conclusão é clara: Subestimar Flávio Bolsonaro foi o erro de 2024 e 2025. Em 2026, ele pode muito bem ser o nome na urna que a esquerda mais temia enfrentar.

O Xerife da Verdade e a Mentira de Estimação: A Queda Moral de Rogério Correia

Na política brasileira, a máxima de Lenin — “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz” — nunca foi tão atual. O mais recente episódio protagonizado pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG) não é apenas um “erro” de postagem; é um raio-x da hipocrisia que contamina o debate sobre desinformação no Brasil.

Segundo matéria do Poder360, o parlamentar, conhecido por sua atuação estridente na CPMI do 8 de Janeiro e por se autoproclamar um cruzado contra as “fake news da extrema-direita”, foi obrigado a se retratar publicamente. O motivo? Divulgar uma montagem grosseira — uma fake news em sua essência mais pura — associando o ex-presidente Jair Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

A Anatomia da Manipulação

Não estamos falando de uma interpretação equivocada de dados ou de uma opinião controversa. Estamos falando de adulteração da realidade. Ao compartilhar uma foto manipulada para criar um vínculo visual que não existia naquele contexto, Rogério Correia praticou exatamente o crime que ele passou os últimos anos dizendo combater.

A ironia é palpável. Correia construiu sua reputação recente apontando o dedo para opositores, exigindo prisões, cassações e inquéritos no STF para quem ousasse compartilhar informações não verificadas. No entanto, quando a desinformação serve à sua narrativa partidária, a “ameaça à democracia” magicamente se transforma em um simples equívoco, resolvido com uma nota de rodapé e uma retratação protocolar.

O Tribunal da Internet e a Imunidade Seletiva

A pergunta que fica para o leitor — e para as instituições — é: Onde está a indignação do STF agora?

Se um deputado da oposição tivesse publicado uma montagem envolvendo o Presidente Lula ou um Ministro da Suprema Corte com um banqueiro investigado, estaríamos, neste exato momento, lendo manchetes sobre “ataques às instituições”, “discurso de ódio” e, muito provavelmente, vendo a Polícia Federal bater à porta do autor às 6 da manhã.

Mas, para Rogério Correia, a regra é outra. Para o “campo progressista”, a fake news é apenas um deslize. A retratação do deputado, embora necessária, não apaga o dolo. Ela apenas expõe que, para certos grupos políticos, a mentira é uma ferramenta válida, desde que usada contra os inimigos certos.

Conclusão

O caso Rogério Correia é pedagógico. Ele nos ensina que o combate às fake news no Brasil não é sobre a verdade; é sobre o monopólio da narrativa. Enquanto o deputado mineiro apaga seu post e segue sua vida, a credibilidade de seu discurso contra a desinformação desce pelo ralo, levando junto a farsa de que existe uma superioridade moral em seu lado do espectro político.

A mentira não tem ideologia. Mas a impunidade e a tolerância com ela, aparentemente, têm lado.

SILAS MALAFAIA ROMPEU POLITICAMENTE COM BOLSONARO?

Segundo uma publicação da Revista Veja deste Domingo (14/12/2025), o Pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo estaria declarando o seu apoio, ao Governador de São Paulo de Tarcísio de Freitas para ser candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

Silas Malafaia ao apoiar Tarcísio de Freitas estaria rompendo politicamente com o clã Bolsonaro, que recentemente indicou como seu pré-candidato à presidência do Brasil em 2026, o Senador Flávio Bolsonaro.

Já faz algum tempo, que algumas pessoas diziam que Silas Malafaia é apenas um oportunista que se move de acordo com os seus interesses.

Caso Silas Malafaia não se pronuncie sobre a publicação da Revista Veja, o líder evangélico e militante político vai estar se comportando como um oportunista e traidor, tendo em vista, que nos últimos tempos se tornou uma marca da defesa dos interesses políticos e ideológicos de Bolsonaro.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/silas-malafaia-ja-escolheu-o-nome-que-vai-apoiar-a-presidencia-em-2026/?utm_campaign=mrf-twitter-VEJA&mrfcid=20251214693c687114f13405216abc58

A PRISÃO DE BOLSONARO PARA FORMALIZAR O REGIME AUTORITÁRIO NO BRASIL

O Brasil acompanha em silêncio o que pode ser os últimos dias do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro no interior de sua residência.

Desde que Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à mais de 23 anos de prisão, os brasileiros passaram a entender o que acontecerá com aqueles que tentarem mudar os rumos do Brasil, que foram traçados pela esquerda ao longo de mais de quatro décadas.

Nós estamos vendo o último tiro desta guerra?

É claro que não! Bolsonaro não conseguiu fazer tudo o que prometeu durante o seu governo e cometeu alguns erros. Mas, ele deu aos brasileiros aquilo que parecia ser impossível, a consciência de que o Brasil precisava mudar e que a esquerda brasileira deveria ser combatida diariamente.

Com a ajuda de Bolsonaro, milhares de brasileiros se lançaram às redes sociais e em manifestações para apoiá-lo e combater ferozmente a esquerda.

Nunca se viu tamanha motivação, vontade e entrega, inicialmente, em prol de um candidato à Presidência da República, e, posteriormente, em apoio há um Presidente da República.

As pautas, os planos e as estratégias de Bolsonaro podem até não ter dado muito certo, mas os brasileiros agora estão acordados, conscientes e prontos para lutar, pois, esses brasileiros agora sabem que é um dever cívico e patriótico de todos os brasileiros de bem, o combate contra a esquerda brasileira e a sua maior ferramenta de aparelhamento, o ativismo judicial.

Portanto, se tudo der errado e se Bolsonaro for preso, a luta deve continuar porque temos uns aos outros, e, assim, nós estaremos lado a lado para sustentar o movimento de direita, lutar e defender o Brasil.

AS VISITAS POILÍTICAS PERMITIDAS POR ALEXANDRE DE MORAES A BOLSONARO, QUAL O INTERESSE DO MINISTRO?

O ex-presidente Bolsonaro não pode sair de casa, não pode falar com todas as pessoas e não pode usar as sua redes sociais, mas ele pode receber visitas políticas autorizadas por Alexandre de Moraes.

Por que o Ministro Alexandre de Moraes tem sido tão benevolente em autorizar essas visitas políticas?

Está em curso desde as eleições municipais de 2024, um plano que tem o objetivo de levar os caciques políticos, os partidos de centros e a velha política de volta ao poder nas eleições de 2026.

Essa estrutura política vai aos poucos coagindo e emparedando o ex-presidente Bolsonaro.

Bolsonaro está condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão em regime fechado; e, o sistema político e institucional no qual o STF está inserido, não quer que Bolsonaro volte sequer à cena política. Não estamos falando na possibilidade de Bolsonaro ser candidato, pois, o mesmo sistema correu para torná-lo inelegível ainda no ano de 2023.

Não precisa dizer, que Michel Temer é um dos atores da velha política e dos partidos de centro. Muito menos, que foi ele quem indicou Alexandre de Moraes ao cargo de Ministro do STF.

Portanto, ao que parece as visitas políticas permitidas por Alexandre de Moraes, não é um mero ato humanitário. Elas parecem ter o objetivo de convencer Bolsonaro a apoiar um candidato de centro, seja ele qual for, porque o nome Bolsonaro deve representar um pouco mais de 40 milhões de votos.

Nenhum político desprezaria tamanho poder eleitoral!

Além disso, as visitas políticas à Bolsonaro também apresentam um escopo de obrigá-lo a aceitar um projeto de “anistia”, que poderá reduzir a sua pena e levá-lo a cumprir pena em uma prisão domiciliar, em troca de seu apoio ao futuro candidato de centro.

Nesse cenário, a benevolência de Alexandre de Moraes em permitir as visitas políticas possui interesse político, e, não humanitário, afinal, Alexandre de Moraes sabe muito bem, que Bolsonaro está nas mãos do sistema, que poderá mantê-lo preso ou solto a depender os seus interesses, mas pagando um alto preço se Bolsonaro optar pela soltura ou por um regime mais brando para cumprir a sua pena de prisão.

DEPUTADO FEDERAL NIKOLAS FERREIRA SE MANIFESTA SOBRE O PROJETO DA DOSIMETRIA

Na noite deste domingo 28/09/2025, o Deputado Federal Nikolas Ferreira afirmou, que o projeto de dosimetria que visa reduzir as penas dos processados e condenados pelos atos de 8 de janeiro, não é competência do Congresso Nacional, mas uma atribuição do Poder Judiciário.

As palavras do deputado estão de acordo com o texto da Constituição Federal e da legislação penal, que prevê a competência do Congresso Nacional para conceder anistia; e a competência do Poder Judiciário de fazer a dosimetria das penas no momento da sentença ou de Acórdão (sistema trifásico) citado no artigo 59 e seguintes do Código Penal.

O projeto da dosimetria da pena que se encontra sendo discutido no Congresso Nacional, é mais uma arquitetura política “tabajara”, onde se tenta resolver os problemas relacionados aos atos de 8 de janeiro, sem a aplicação das leis, mas aplicando acordos políticos para beneficiar grupos políticos e institucionais.

A pergunta que está na cabeça dos brasileiros, e ainda segue sem resposta é: até quando o Brasil viverá na presente bagunça institucional, onde os poderes e as instituições se embaralharam e seguem descumprindo a constituição e a lei?

EM DEFESA DA DEMOCRACIA OU DOS INTERESSES PESSOAIS E POLÍTICOS?

A família de Alexandre de Moraes está sendo sancionada com base na Lei Magnitsky pelo governo dos Estados. Unidos.

Mas, Alexandre de Moraes e seus aliados institucionais e políticos vêm se insurgindo contras as sanções norte-americanas, que seriam motivadas por abusos cometidos por Alexandre de Moraes contra os direitos humanos, Mas, Alexandre de Moraes nega que tenha cometido abusos de qualquer natureza, e, que teria agido dentro dos limites legais para defender a democracia brasileira.

Desde 2019, parte dos brasileiros tiveram a sua liberdade de expressão e direitos processuais relativizados ou tolhidos totalmente por Alexandre de Moraes.

Além disso, muitos brasileiros sofreram buscas e apreensões da polícia Federal em suas residências, por serem proprietários de canais no Youtube onde declaravam as suas posições políticas de direita. Tais operações policiais tinham como argumento, que esses brasileiros produziam fake news, desinformação e que pertenciam à miliciais digitais.

Cabe ressaltar, que nenhum brasileiro com afinidade ou militância na ideologia política de esquerda recebeu o mesmo tratamento, ou seja, não sofreram buscas e apreensões em operação policial determinada por Alexandre de Moraes. Muito menos, os apoiadores de esquerda foram incluídos em inquéritos abertos ilegalmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF, e sob o comando do Ministro Alexandre de Moraes.

Isso mostra a atuação parcial e militante do Ministro Alexandre de Moraes, que destoa da imagem símbolo da justiça, que é equilibrada e possui os olhos vendados.

Foram vários os “inquéritos judiciais” comandados por Alexandre de Moraes (fake news, da desinformação eleitoral e da milícia digital), que incrivelmente continuam em andamento até a presente data, como uma arma de opressão que pode ser utilizada a qualquer momento contra os militantes e eleitores de direita.

Durante o nascimento e o andamento dos inquéritos sob o controle de Alexandre de Moraes, nenhum poder ou instituição se levantou contra esses inquéritos que constituem a maior aberração jurídica do direito pátrio, especialmente, a Procuradoria Geral da República )PGR), que é a responsável por defender a aplicação e a fiscalização da lei, bem como, a defesa dos direitos difusos e coletivos.

Mesmo após se passarem mais de seis anos, os inquéritos sob o comando do Ministro Alexandre de Moraes continuam em andamento, sem nenhuma previsão de encerramento. Da mesma forma, que nenhum questionamento ou ação dos poderes e das instituições nacionais surgiram para a correição, a conclusão e a finalização das investigações.

Não bastasse a relativização ou o tolhimento de direitos constitucionais e processuais dos nacionais que foram investigados nos inquéritos, o Ministro Alexandre de Moraes proferiu decisões que feriram interesses de empresas norte-americanas que controlavam as redes sociais no Brasil. Essas empresas receberam determinações judiciais de Alexandre de Moraes para removerem conteúdos nas redes sociais, que o magistrado entendia ser atentatório contra a democracia e as instituições nacionais.

Mas, os tais conteúdos não passavam de mera manifestação pessoal dos brasileiros amparada na liberdade de expressão e na liberdade política, ambas asseguradas em tratados internacionais e na constituição brasileira.

Com a eleição de Donald Trump para o governo dos EUA, Alexandre de Moraes passou a ser visto pelo novo governo norte-americano, como um violador de direitos humanos, especialmente, na violação da liberdade de expressão e na liberdade de militância política, além da prática de ato atentatório contra a soberania norte-americana.

Enquanto isso aqui no Brasil, nenhum poder ou instituição se insurgiu contra as decisões de Alexandre de Moraes, que violaram em muitas oportunidades direitos e garantias fundamentais de acusados e perseguidos políticos, o que comprova que o estado brasileiro virou às costas ao que estava acontecendo no Brasil.

Uma prova clara, de que o estado brasileiro se encontra aparelhado e servindo aos interesses do grupo político e instrucional de Alexandre de Moraes.

Mas, desde julho de 2025, o governo norte-americano vem agindo para sancionar o Brasil e Alexandre de Mores por violações aos direitos humanos. A sanções da Lei Magnitsky foram aplicadas pelos EUA ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Recentemente, os EUA perceberam que Alexandre de Moraes vinha burlando as sanções norte-americanas. Por isso, a esposa de Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes e o Instituto Lex de ensino jurídico LTDA, que pertence à família de Alexandre de Moraes também foram sancionados com base na Lei Magnitsky.

A ação do governo dos Estados Unidos visa frear os abusos cometidos pelo Ministro Alexandre de Moraes e pelo estado brasileiro, que se mantém inerte diante dos constantes abusos contra os direitos humanos. A ferramenta escolhida pelo governo norte-americano contra Alexandre de Moraes e os demais sancionados, é a pressão financeira que recaí sobre a sua pessoa física e jurídica, além de seus familiares.

A ofensiva norte-americana vem sendo combatida por Alexandre de Moraes, e pelos demais ministros da suprema corte brasileira, além dos políticos de esquerda e pelo governo brasileiro, com o argumento de que os EUA estão interferindo na soberania nacional e no regular funcionamento do Poder Judiciário.

Todos esses argumentos não passam de mera narrativa, uma vez que as sanções da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, seus familiares e empresa não adentram o Brasil nem virtualmente, se resumindo a cancelar as relações dos EUA com os sancionados que não poderão mais se utilizar de nenhuma estrutura norte-americana.

Ninguém é obrigado a se relacionar com pessoas que não comungam dos mesmo ideais ou que estejam praticando ilegalidades, segundo o entendimento de quem encerra as relações de forma unilateral.

Portanto, as sanções norte-americanas contra Alexandre de Moraes, seus familiares e a sua empresa, não passam de justiça internacional promovida pelos EUA, que os poderes e as instituições no Brasil não quiseram promover, seja por sua atuação militante, por interesses pessoais e políticos, ou até mesmo por estarem sendo coagidos por Alexandre de Moraes, o que vem resultando em prevaricação de todos os envolvidos que deveriam agir de acordo com a lei.

Neste momento, Alexandre de Moraes e todos que o cercam estão provando da justiça que o Brasil não quis promover deixando de aplicar a lei e o bom direito nacional, o que vem destruindo a nação a colocando mundialmente como um párea interacional.

A DIREITA BRASILEIRA CONSTRUÍDA PELO POVO PODERÁ SER DESTRUÍDA PELO EGO DOS POLÍTICOS

A atual direita brasileira nasceu em meados do ano de 2017. Tal ideologia política ganhou repercussão nacional, com as diversas manifestações de rua e nas redes sociais organizadas por grupos populares.

Esta direita vinda do povo deu apoio eleitoral a Jair Messias Bolsonaro, para sua eleição em 2018 e durante todo o seu governo, que se findou no final de 2022.

Com o fim do governo Bolsonaro, e o início do Governo Luís Inácio Lula da Silva, eleito em 2022 e empossado em 1º de janeiro de 2023, a direita vinda do povo ficou alguns momentos sem orientação política, pois, Bolsonaro deixou o país rumo aos EUA no final de 2022 retornando no primeiro trimestre de 2023.

 Neste período, Bolsonaro não se comunicou e coordenou o movimento de direita, que o elegeu e o apoiou durante todo o seu governo.

Atualmente, outras personalidades políticas tentam conquistar a direita, que em sua maioria são eleitores de Bolsonaro, com o objetivo de usar este eleitorado para chegar ao poder.

Esta direita vinda dos movimentos de rua, sem políticos e sem partidos políticos devem aceitar o “cabresto” de uma personalidade política?

As personalidades políticas estão preocupadas com a ideologia política de direita vinda da sociedade ou querem apenas atingir os seus próprios objetivos ideológicos e políticos?

Dentre as personalidades políticas interessadas em cooptar a direita, o que mais a atenção é o ego político ao se colocarem como donos deste movimento e de seus eleitores.

Neste momento surge mais uma personalidade política, que pretende se declarar dono da direita nascida fora da classe política. Ronaldo Caiado, o Governador do Estado de Goiás pretende cooptar estes eleitores, para vencer as eleições à Presidência da República em 2026.

Pelo que estamos vendo, até 2026 muitos outros nomes políticos vão surgir com o mesmo objetivo, de se declarar dono do eleitorado da direita, provavelmente, sem compromisso com a sua ideologia e suas pautas.

Mas a pergunta que deve ser feita é a seguinte: um movimento nascido nas ruas e organizado pelo povo deve ter como seu dono uma personalidade política?

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