O Tribunal Superior Eleitoral não esperava, que as irregularidades na propaganda eleitoral em desfavor de Bolsonaro fossem percebidas e denunciadas.
As denúncias de que rádios do nordeste estariam aumentando as participações da campanha de Lula em suas programações, é a prova de que o processo eleitoral de 2022 é imprestável para declarar a vitória de um dos candidatos.
Logo após a denúncia da campanha de Bolsonaro, o aparelhamento do PT representado pela grande mídia empregaram todos os seus esforços para desqualificar a denúncia.
A mesma conduta tomou o Presidente do TSE, que ao invés de correr para investigar os fatos relatados pelo denunciante, no mesmo dia proferiu um despacho desqualificando a denúncia e ameaçando o denunciante.
Pois bem, a campanha de Bolsonaro atendendo a determinação do TSE mostrou as provas das irregularidades.
O resultado da entrega das provas foi muito rápido. Não estou me referindo ao início da investigação, ela sequer foi iniciada, mas, a tentativa de abafar os fatos e de se esquivar da responsabilidade veio como um raio.
O TSE correu para demitir sumariamente um servidor público comissionado. A demissão foi comunicada ao denunciante por uma servidora comissionada do escalão do TSE, que possui ligações próximas com o ministro presidente da suprema corte.
A demissão do servidor foi o meio encontrado pelo TSE para dizer que medidas foram tomadas para sanar o problema.
Ao que parece, o servidor ao executar o seu trabalho não tinha a intenção de beneficiar Lula nas inserções de rádio. A presente afirmação encontra respaldo, no fato dele mesmo ter ido à Polícia Federal declarar o que sabia sobre os fatos denunciados.
Em suas declarações, o servidor afirmou que desde 2018 vem fazendo vários informes ao TSE sobre as irregularidades, inclusive pedindo providências, para que houvesse a devida fiscalização das inserções de propaganda política nas rádios de todo o país.
Inclusive, o servidor relatou em seu depoimento à PF, que informou as irregularidades que foram posteriormente denunciadas pela campanha de Bolsonaro.
Bom, se o TSE tinha conhecimento das irregularidades antes de serem denunciadas, a omissão criminosa do tribunal ocorreu, o que é algo gravíssimo.
Se não houve a omissão criminosa do TSE, no caso em tela houve o dolo, ou seja, a vontade deliberada de ajudar a eleição de Lula, o que jamais poderia ocorrer, por se tratar de uma instituição da república que não deve ter lado nas eleições.
Ainda segundo o relato do servidor do TSE, a sua demissão ocorreu sem que fosse dada uma justificativa plausível. Além disso, a demissão teria ocorrido poucos minutos após o servidor ter informado ao TSE sobre as irregularidades objeto da denúncia da campanha de Bolsonaro.
De acordo com os relatos do servidor do TSE, o alto escalão do tribunal trabalhou rápido para blindar a corte eleitoral e arrumar um “bode expiatório”, para ser responsabilizado no lugar dos reais culpados.
No entanto, a ida espontânea do servidor do TSE à PF parece ter estragado a estratégia da corte eleitoral.
O depoimento do servidor do TSE traz elementos suficientes, para que a PF faça uma boa investigação, e consiga deslindar os fatos chegando aos seus reais culpados.
Os fatos denunciados e narrados pelo servidor do TSE maculam a lisura e a paridade de armas entre os candidatos nas eleições presidenciais de 2022.
Assim, se houver a derrota ou a vitória de qualquer um dos candidatos que esteja amparada nas irregularidades, o pleito eleitoral de 2022 deve ser anulado, pois, a vontade do povo e a liberdade de convicção do voto foi manipulada irregularmente.
A militância do TSE em favor do candidato Lula atingiu um patamar, que não pode mais ser escondido pelas instituições e pelos poderes de república.
A pergunta que deve ser feita é a seguinte: Temos instrumentos legais e homens de coragem para barrar a militância e as irregularidades constitucionais e legais do TSE?
