ALEXANDRE DE MORAES, O “FARAÓ” INDICADO CONTRA O GOVERNADOR ELEITO DO RJ CLÁUDIO CASTRO

Nesta segunda feira (03/11/2025) acontece no Rio de Janeiro uma audiência entre o relator da “ADPF das Favelas”, Alexandre de Moraes e o Governador do Estado do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

Segundo as informações do Jornal o Globo, a equipe de Alexandre de Moraes, de forma autoritária, acabou impondo quais os integrantes do governo fluminense poderiam participar da audiência.

Em termos formais, a audiência visa buscar esclarecimentos do governador Cláudio Castro sobre a operação policial, que resultou em mais de 120 mortos nos Complexos do Alemão e da Penha.

O que a imprensa comprada e negociada não está falando, é que a interferência de Alexandre de Moraes por ser o relator da “ADPF das Favelas”, é uma ação que pode afastar o governador Cláudio Castro do cargo devido ao resultado da operação policial, como aconteceu com o Governador do Distrito Federal Ibanes Rocha, após os atos de 8 de janeiro em Brasília.

Comprovadamente, o governo Lula não atendeu aos requerimentos do governador Cláudio Castro, onde se pediu o apoio federal para realizar a operação; e, que a Polícia Federal tinha conhecimento de que a operação se realizaria nos próximos dias.

Ao que tudo indica, a audiência que se realiza na presente data, é mais uma ação política do STF que se encontra devidamente orientada pelo governo Lula, com o claro objetivo de evitar o crescimento político do governador Cláudio Castro para a eleições de 2026.

AS VISITAS POILÍTICAS PERMITIDAS POR ALEXANDRE DE MORAES A BOLSONARO, QUAL O INTERESSE DO MINISTRO?

O ex-presidente Bolsonaro não pode sair de casa, não pode falar com todas as pessoas e não pode usar as sua redes sociais, mas ele pode receber visitas políticas autorizadas por Alexandre de Moraes.

Por que o Ministro Alexandre de Moraes tem sido tão benevolente em autorizar essas visitas políticas?

Está em curso desde as eleições municipais de 2024, um plano que tem o objetivo de levar os caciques políticos, os partidos de centros e a velha política de volta ao poder nas eleições de 2026.

Essa estrutura política vai aos poucos coagindo e emparedando o ex-presidente Bolsonaro.

Bolsonaro está condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão em regime fechado; e, o sistema político e institucional no qual o STF está inserido, não quer que Bolsonaro volte sequer à cena política. Não estamos falando na possibilidade de Bolsonaro ser candidato, pois, o mesmo sistema correu para torná-lo inelegível ainda no ano de 2023.

Não precisa dizer, que Michel Temer é um dos atores da velha política e dos partidos de centro. Muito menos, que foi ele quem indicou Alexandre de Moraes ao cargo de Ministro do STF.

Portanto, ao que parece as visitas políticas permitidas por Alexandre de Moraes, não é um mero ato humanitário. Elas parecem ter o objetivo de convencer Bolsonaro a apoiar um candidato de centro, seja ele qual for, porque o nome Bolsonaro deve representar um pouco mais de 40 milhões de votos.

Nenhum político desprezaria tamanho poder eleitoral!

Além disso, as visitas políticas à Bolsonaro também apresentam um escopo de obrigá-lo a aceitar um projeto de “anistia”, que poderá reduzir a sua pena e levá-lo a cumprir pena em uma prisão domiciliar, em troca de seu apoio ao futuro candidato de centro.

Nesse cenário, a benevolência de Alexandre de Moraes em permitir as visitas políticas possui interesse político, e, não humanitário, afinal, Alexandre de Moraes sabe muito bem, que Bolsonaro está nas mãos do sistema, que poderá mantê-lo preso ou solto a depender os seus interesses, mas pagando um alto preço se Bolsonaro optar pela soltura ou por um regime mais brando para cumprir a sua pena de prisão.

A ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA É MAIS POPULISMO DO QUE JUSTIÇA SOCIAL

A proposta do governo Lula, que visa isentar contribuintes do Imposto de Renda (IR) que ganham até cinco mil reais poderá até beneficiar os brasileiros que se encontram nessa faixa de rendimentos, mas a intenção e a proposta do governo parece mais com a prática ilegal do voto de cabresto.

Neste momento, o governo Lula tenta um acordo no Congresso Nacional para aprovar a proposta. Estão nas negociações Hugo Motta e Davi Alcolumbre, ambos presidentes das casas legislativas, que parecem ser cumplices da manobra eleitoral, até porque podem ganhar votos com o projeto nas eleições de 2026.

O governo Lula trata o projeto como se fosse a sua “tábua de salvação” nas eleições de 2026. Enquanto isso, o povo/contribuintes encaram com esperança a proposta como uma atenuante para seus problemas fiscais.

O engraçado, é que o Senador Ezalci Lucas possuí um projeto da mesma natureza, que pretende isentar do imposto de renda os contribuintes que ganham até dez mil reais por mês.

Mas, essa proposta não interessou ao governo. Ora, se o governo Lula realmente quer reduzir a carga tributária sobre o povo, porque não encampou a proposta do Senador Ezalci Lucas?

A resposta é bem simples, o governo Lula não quer beneficiar o povo, o governo quer apenas ser o pai do projeto, se ele qual for, mesmo que menos abrangente, porque o objetivo final é colher votos nas eleições de 2026, por ter sido o autor do projeto e ter brigado por sua aprovação.

Portanto, o projeto de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais por mês, é mais populismo eleitoral do que justiça social, uma das pautas do governo Lula.

A DIREITA BRASILEIRA CONSTRUÍDA PELO POVO PODERÁ SER DESTRUÍDA PELO EGO DOS POLÍTICOS

A atual direita brasileira nasceu em meados do ano de 2017. Tal ideologia política ganhou repercussão nacional, com as diversas manifestações de rua e nas redes sociais organizadas por grupos populares.

Esta direita vinda do povo deu apoio eleitoral a Jair Messias Bolsonaro, para sua eleição em 2018 e durante todo o seu governo, que se findou no final de 2022.

Com o fim do governo Bolsonaro, e o início do Governo Luís Inácio Lula da Silva, eleito em 2022 e empossado em 1º de janeiro de 2023, a direita vinda do povo ficou alguns momentos sem orientação política, pois, Bolsonaro deixou o país rumo aos EUA no final de 2022 retornando no primeiro trimestre de 2023.

 Neste período, Bolsonaro não se comunicou e coordenou o movimento de direita, que o elegeu e o apoiou durante todo o seu governo.

Atualmente, outras personalidades políticas tentam conquistar a direita, que em sua maioria são eleitores de Bolsonaro, com o objetivo de usar este eleitorado para chegar ao poder.

Esta direita vinda dos movimentos de rua, sem políticos e sem partidos políticos devem aceitar o “cabresto” de uma personalidade política?

As personalidades políticas estão preocupadas com a ideologia política de direita vinda da sociedade ou querem apenas atingir os seus próprios objetivos ideológicos e políticos?

Dentre as personalidades políticas interessadas em cooptar a direita, o que mais a atenção é o ego político ao se colocarem como donos deste movimento e de seus eleitores.

Neste momento surge mais uma personalidade política, que pretende se declarar dono da direita nascida fora da classe política. Ronaldo Caiado, o Governador do Estado de Goiás pretende cooptar estes eleitores, para vencer as eleições à Presidência da República em 2026.

Pelo que estamos vendo, até 2026 muitos outros nomes políticos vão surgir com o mesmo objetivo, de se declarar dono do eleitorado da direita, provavelmente, sem compromisso com a sua ideologia e suas pautas.

Mas a pergunta que deve ser feita é a seguinte: um movimento nascido nas ruas e organizado pelo povo deve ter como seu dono uma personalidade política?

A “PROVA DE FOGO” PARA BOLSONARO

Segundo várias matérias publicadas pela imprensa, o ex-presidente Jair Bolsonaro estará de volta ao Brasil no final deste mês.

Além de voltar ao Brasil, o regresso de Bolsonaro teria o objetivo político de liderar a oposição contra o governo Lula.

Mas cabe fazer uma pergunta: Bolsonaro ainda teria um apoio considerável de seus eleitores?

Não é novidade para nenhum eleitor de Bolsonaro, que após o resultado da eleição presidencial de 2022, estes eleitores esperavam por ação institucional e constitucional do então presidente e das forças armadas.

A eleição de Bolsonaro em 2018 foi possível, por ele ser um oficial da reserva do Exército Brasileiro; e, por ser combativo na atuação política, principalmente, contra a esquerda brasileira.

Por conta desses requisitos, os eleitores de Bolsonaro nutriram a expectativa de que ele não recuaria diante de pressões políticas e institucionais, que poderiam vir dos poderes e das instituições aparelhadas pela esquerda.

Cabe ressaltar dois pontos, Bolsonaro sabia que os brasileiros esperavam uma ação institucional desde a sua posse; e, que o estado brasileiro se encontrava “tomado de assalto” pela esquerda que indicou e nomeou os seus agentes aos postos chave da república.

Portanto, é possível dizer, que os eleitores de Bolsonaro podem estar muito decepcionados por não ocorrer uma ação institucional do presidente.

Desta forma, como a volta do ex-presidente, os seus eleitores terão a oportunidade demonstrar ou não, se Bolsonaro continua com o mesmo apoio de seus eleitores.

A direita brasileira precisa urgentemente de um líder. Uma vez havendo este líder, a direita tende a se organizar e atuar de forma mais eficiente, ao contrário do que está ocorrendo agora.

Com uma liderança e o maior engajamento, a pressão das ruas mobilizará a bancada de direita no Congresso Nacional. Com essa mobilização, os congressistas terão que proceder conforme o clamor dos eleitores e ativistas de direita, já que foram eleitos por este segmento da sociedade.

Além disso, a direita precisa construir a imagem de seus candidatos para as eleições de 2024 e 2026, sem contar, que os prováveis candidatos precisarão conquistar o eleitorado.

A volta de Bolsonaro ao Brasil será reveladora, tanto na comprovação de que ele ainda possui força eleitoral, quanto na sustentação de que ele ainda continua sendo o único nome viável para as eleições de 2026.

Se Bolsonaro não continuar empolgando os brasileiros ao voltar ao Brasil, o movimento conservador e de direita precisará buscar imediatamente outro nome que possa liderar e empolgar a direita.

Caso não surja esta figura política, a direita terá que se manter unida e atuante, do contrário, a direita brasileira pode desaparecer por falta de um nome que a represente.

Fonte: https://jovempan.com.br/programas/panico/exclusivo-estou-sem-mandato-mas-nao-aposentado-diz-bolsonaro-as-vesperas-do-retorno-ao-brasil.html

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