A lobista que posava ao lado de ministros do STF, de Lula e de metade do governo apagou o próprio rastro. A pergunta que fica: ela está se protegendo — ou protegendo as autoridades que aparecem nas fotos?
Os fatos: Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, usava o Instagram para exibir acesso a autoridades da República. Nas imagens, ela aparece com os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino; com a ministra do STJ Daniela Teixeira; com os ministros Wellington Dias e Alexandre Padilha; com Gleisi Hoffmann e Márcio França. E com o próprio Lula — mesmo depois de o presidente dizer que “nunca esteve perto dela”.
O Estadão revelou que ela fez 41 visitas fora da agenda oficial a órgãos do governo. O ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, admitiu ter recebido pagamentos da lobista. O STF respondeu que os ministros “cumprem agenda institucional” e que alguns “nem a conhecem”. As fotos que ela mesma publicou contam outra história.
Agora, com o escândalo do INSS exposto e o vínculo com Lulinha escancarado, o perfil que era vitrine de lobby foi desativado. A pergunta é direta: apagar as imagens protege quem? A lobista que construiu clientes e dinheiro sobre a aparência de influência — ou as autoridades que aparecem ao lado dela, e que podem ser chamadas a explicar o que aquelas fotos significavam?
Quando o registro some exatamente na hora em que a investigação esquenta, a dúvida é legítima. E merece resposta.
Se você quer que essa história alcance quem precisa vê-la, curta e reposte. Informação que não circula não incomoda ninguém.
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