Partido Missão Achava que o Sistema Não Daria uma Resposta ante ao Discurso Antissistema?

Na véspera do julgamento, Toffoli tirou o registro de Renan Santos da pauta do TSE. O motivo: “indícios de ilicitudes” em 18 perfis de redes sociais. Burocracia eleitoral — ou o sistema reagindo ao discurso antissistema?

Os fatos: o relator retirou o processo que seria julgado hoje (31/8) no plenário virtual. A chapa do Missão informou os 18 perfis à Justiça Eleitoral em 19/8 — 12 dias após o registro, feito em 7/8. Pela lei, perfis preexistentes só podem ser usados em propaganda 48h após a comunicação. Há, portanto, o que apurar — tecnicamente.

O que chama atenção é o conjunto: a Justiça já mandou Renan apagar um post com ataques a indígenas e derrubou um vídeo que o associava a drogas. De decisão em decisão, o caminho institucional do candidato que cresceu atacando o sistema vai se estreitando. Problema formal ou resposta política? A pergunta é legítima — a resposta, por enquanto, é incerta.

E fica a impressão: o partido e os candidatos têm liberdade para falar, mas a liberdade partidária parece terminar onde o discurso incomoda. Liberdade limitada ao microfone não é liberdade plena — é tolerância condicional.

Este caso merece luz. Curta e reposte para que mais gente veja — informação que não alcança não muda nada.

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