Sem qualificação prática na economia e com uma gestão desastrosa na Fazenda, a provável candidatura de Fernando Haddad ao Palácio dos Bandeirantes é um desafio à memória do eleitor paulista.
Por Ricardo Soares
A máquina petista já ligou os motores para 2026 e o alvo principal tem nome e endereço: o Palácio dos Bandeirantes. Conforme revelado pela jornalista Clarissa Oliveira, da CNN Brasil, integrantes do PT em São Paulo já dão como certa a candidatura do atual Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo do Estado. O assunto, inclusive, foi pauta de reuniões a portas fechadas entre Haddad e o presidente Lula antes mesmo do Carnaval.
A estratégia política faz sentido para o xadrez do Planalto, que precisa de um palanque forte no maior colégio eleitoral do país. Mas, para o eleitor paulista, a pergunta que fica é: com base em qual currículo Fernando Haddad pede, mais uma vez, o voto de confiança de São Paulo?
Se analisarmos os fatos frios e os dados históricos, a resposta é alarmante.
O Fantasma da Prefeitura: A Pior Avaliação desde Pitta A memória política no Brasil costuma ser curta, mas os números não mentem. Quando foi prefeito da capital paulista, Fernando Haddad encerrou seu mandato com uma marca indigesta. Segundo o Datafolha (julho de 2016), sua gestão foi reprovada por 48% dos paulistanos, consolidando-se como a pior avaliação de um prefeito em fim de mandato desde Celso Pitta.
A rejeição nas urnas foi a consequência natural: ele perdeu a reeleição no primeiro turno para João Doria. Como entregar o comando de um Estado que é a locomotiva econômica do país a um gestor que foi massivamente rejeitado ao administrar a capital?
O Salto no Escuro: Um Ministro da Economia Sem Bagagem Prática.
Apesar do fracasso municipal e da derrota na eleição presidencial de 2018, Haddad foi recompensado em 2023 com o cargo mais importante da Esplanada: o Ministério da Fazenda.
Embora possua mestrado em Economia, a nomeação foi recebida com enorme ceticismo pelo mercado e pelo setor produtivo. O motivo? Haddad assumiu a economia do Brasil sem nunca ter liderado um grande trabalho econômico, seja no setor público (onde foi Ministro da Educação) ou na iniciativa privada. Faltava-lhe a “casca”, a experiência prática de quem entende como a máquina de geração de empregos e controle de gastos realmente funciona na ponta da linha.
O Boletim de Notas da Fazenda: Reprovação Lógica.
O resultado dessa aposta arriscada de Lula está refletido nas pesquisas mais recentes. O trabalho de Fernando Haddad à frente da economia não consegue sequer atingir a nota “na média”.
Os dados são contundentes:
- Em dezembro de 2024, o Datafolha revelou que a gestão de Haddad na economia era considerada ruim ou péssima por 34% dos brasileiros, enquanto apenas 27% a aprovavam.
- O cenário é ainda mais devastador entre aqueles que movem a economia. Pesquisa Genial/Quaest (março de 2025) mostrou que o trabalho de Haddad é visto como negativo por impressionantes 58% do mercado financeiro e de analistas econômicos.
A Desclassificação para os Bandeirantes.
Um político que coleciona o título de um dos piores prefeitos da história de São Paulo, que assumiu a economia nacional sem a qualificação prática exigida para o cargo e que, no exercício da função, amarga altos índices de rejeição popular e mercadológica, não possui as credenciais mínimas para governar o Estado mais rico e complexo da federação.
A insistência do PT no nome de Fernando Haddad não é um projeto de gestão para São Paulo; é um projeto de poder para o Planalto, custe o que custar. Resta saber se o eleitor paulista estará disposto a pagar essa conta novamente.
👉 E você, eleitor paulista: entregaria a chave do Estado nas mãos do atual Ministro da Fazenda? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe este artigo para ampliarmos o debate. Hoje, na nossa live diária, faremos uma análise jurídica e política completa sobre os impactos dessa possível candidatura!
