AS VÍTIMAS DAS BEBIDAS COM METANOL SE ESPALHAM PELO BRASIL

Os casos de pessoas que ingeriram bebidas alcoólicas com metanol já não estão mais nos limites do Estado de São Paulo.

Nos últimos dias, outros estados vêm registrando casos semelhantes e o número de vítimas fatais e com sequelas só aumentam.

Nesta sexta-feira, 03/10/2025, o Distrito Federal já registra dois casos. O primeiro caso é do cantor Hungria de 34 anos, que continua passando por tratamento no Hospital DF Star. O segundo caso, é de um homem de 47 anos que deu entrada na UPA de Brasilândia com sintomas compatíveis com o quadro de intoxicação pela substância. Ele está intubado, e o estado de saúde é considerado grave.

Após a crise de intoxicação de pessoas por metanol sair dos limites do Estado de São Paulo, é possível observar que outros estados da federação iniciaram várias operações polícias, que vêm descobrindo diversos locais, onde as bebidas estavam sendo falsificadas e quem podem estar contaminadas com metanol.

É uma regra das autoridades brasileiras, somente começar a atuar após o acontecimento da tragédia, o que deixa muito claro que a fiscalização das autoridades em relação as bebidas alcoólicas não existia.

Mas, neste momento cabe uma pergunta: se as autoridades em todo o Brasil estão encontrando rapidamente os laboratórios de falsificação de bebidas, é sinal que as autoridades já sabiam onde se encontravam, mas não queriam agir?

O METANOL, AS BEBIDAS E O CRIME ORGANIZADO

A Polícia Federal (PF) começa uma investigação, após a morte de três pessoas em São Paulo por intoxicação por metanol que estaria misturado em bebidas alcoólicas.

Segundo os primeiros levantamentos, a PF desconfia que a mistura de metanol em bebidas alcoólicas faz parte de um esquema de falsificação desse tipo de produto, que estaria sendo realizado por organizações criminosas.

É claro, que a PF visualiza um grande negócio em andamento que estaria sendo sustentado por organizações criminosas, o que movimentaria um grande mercado com altos rendimentos para os falsificadores.

Agora cabe uma pergunta: a falsificação de bebidas e o envolvimento de facções criminosas nesse esquema já não era conhecido por grande parte da população?

Há muitos anos, os brasileiros estão vendo vídeos onde falsificadores ensinam como falsificar cerveja e whisky.

Será que somente as autoridades brasileiras não tiveram acesso a esses vídeos de falsificação?

Como é a regra no Brasil, somente após ocorrerem mortes, é que as autoridades começam a se manifestar e a agir para tentar corrigir o problema.

Neste momento, as facções criminosas ocupam e comandam vários setores da sociedade, principalmente, os setores comerciais e industriais.

Mas, somente agora as autoridades dão sinais de que pretendem combater o crime organizado, mas parece que já tarde demais.

Por favor, alguém poderia proteger os brasileiros?

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