A direita brasileira está concentrada no Partido Liberal (PL), com a maior bancada da Câmara dos Deputados, sem contar os seus aliados na casa legislativa.
Ao que parece, a direita brasileira não quer ser protagonista e nem liderar o campo político na Câmara dos Deputados, ou até mesmo no Senado Federal.
Neste momento existem três candidatos à presidência da Câmara dos Deputados para 2025.
Nesta terça-feira (29) o presidente Arthur Lira (PP-AL) anunciou o seu apoio ao deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que será candidato pelos partidos que compõem o bloco MDB-PSD-Republicanos-Podemos, do qual é vice-líder. Ao todo, 147 deputados integram o grupo.
Além do candidato de Arthur Lira, outros dois deputados são candidatos: Antônio Brito (PSD-BA) e Elmar Nascimento (União-BA), também confirmaram suas candidaturas à Presidência da Câmara.
Por que o PL não articula uma candidatura, sendo o seu principal organizador?
Pelos estamos vendo ao longo destes quase sete anos, em que a direita foi governo e agora é oposição, não é possível que a direita não consiga articular uma candidatura à Presidência do Senado Federal ou na Câmara dos Deputados, com chances reais de ganhar a sua presidência.
Se não houver iniciativa política, a direita sempre estará “pedindo esmolas legislativas” aos outros partidos do Congresso Nacional, para a defesa de suas pautas e na aprovação de seus projetos legislativos.
Deste modo, as pautas e os projetos da direita brasileira sempre serão rejeitadas e escondidas pelos partidos que dominam o Congresso Nacional, até porque, os partidos que dominam as casas legislativas possuem mais afinidade com a ideologia e os partidos de esquerda, e, com a manutenção do sistema que a direita rejeita.
Por fim, a direita precisa ter mais coragem e ousadia política, para que um dia possa ter o protagonismo político nacional. Não adianta apenas possuir um bom discurso.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
